quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Estrutura de Equipe para desenvolvimento de AVA


Para o desenvolvimento de um Ambiente Virtual de Aprendizagem é necessário reunir profissionais de várias áreas do conhecimento.

Esses profissionais devem, por sua vez, trabalhar de forma integrada, destacando-se:

· O designer instrucional: Um profissional da área de Pedagogia com conhecimento em tecnologias educacionais, este é responsável por orientar e personalizar o ambiente virtual tanto no sentido de gerenciamento quanto de aprendizado, além da produção de materiais de apoio. Tem como atribuições: associar o enfoque pedagógico com os recursos tecnológicos de forma coerente, analisar necessidades, construir o desenho dos ambientes virtuais em comunhão com profissionais de outras áreas, em especial, os de T.I., avaliar processo de construção, implementação e utilização dentro dos cursos, coordenar especialistas e auxiliar os mesmos na adaptação do conteúdo para a linguagem EaD.

· Designer Gráfico: o responsável pela identidade visual do AVA seja de maneira digital ou impressa. Trabalha junto com o designer instrucional e também de analistas e desenvolvedores, pois este se fundamenta em estudos ergonômicos e princípios de design.

· Analistas e Desenvolvedores: Os responsáveis pela programação e personalização do AVA, implementando sistemas de acordo com a proposta pedagógica e interface desta aplicação

Além destes, existem outros profissionais que também auxiliam na elaboração de um AVA, tais como:

Professor conteudista / Tutores: Normalmente estes especialistas criam e selecionam conteúdos em forma de texto explicativo e/ou dissertativo e preparam o programa do curso. Além destes papéis, ainda acompanham os alunos

Assessores lingüísticos: Envolve o trabalho conjunto do profissional de Letras e do profissional na área de Comunicação Social e/ou Jornalismo com o objetivo de adaptar o texto para uma comunicação mais fácil e de acordo com aspectos ortográficos, sintáticos e semânticos.

Web roteiristas: Articulam o conteúdo por meio de um roteiro que potencializa o conteúdo a partir do uso de linguagem e formatos variados como hipertexto, multimídia, etc.

Web designer: Implementam a parte gráfica do conteúdo pedagógico levando em conta o roteiro desenvolvido pelo web roteirista

Ilustrador / Animador: Pesquisam, produzem e trabalham imagens, desenhos, infográficos para materiais didáticos impressos e digitais ou outros recursos como áudio e vídeo

Avaliação em AVA

A avaliação nos ambientes virtuais deve ser contínua, funcionando desde a aprendizagem dos alunos e do curso em si de maneira que o mesmo se aprimore e se torne adequado ao perfil do discente inserido no ambiente.

O processo de avaliação dentro de uma ferramenta desse porte são aspectos como a eficiência e eficácia na aprendizagem, a participação nas áreas de compartilhamento do conhecimento, o entendimento das funcionalidades, bem como o seu uso efetivo e o relacionamento/atendimento entre docente e discente.

De acordo com Alonso (1996) e Lopes (2001) podemos considerar os níveis de avaliação em um ambiente virtual como:

Avaliação da Aprendizagem: Verifica-se o desempenho do aluno durante todo o processo, identificando dificuldades, apresentação das atividades propostas. Em geral, essa avaliação é feita pelo professor mediante o ambiente.

Avaliação da Tutoria: Refere-se à avaliação do corpo docente, onde o mesmo é avaliado pelos alunos baseado nas suas dificuldades ou em preenchimento de uma pesquisa dentro do próprio ambiente virtual.

Avaliação do Material Didático: Neste quesito todo o material disponibilizado pelo curso é avaliado. Considera também adaptações do material didático ao perfil dos alunos matriculados neste curso e/ou disciplina com o intuito de oferecer um melhor atendimento no acompanhamento do discente. Pode ser feita a partir de questionário online ou informações obtidas no decorrer do curso por parte dos alunos.

Avaliação da Modalidade: Refere-se à modalidade de educação a distância onde são fornecidas informações para aprimoramento contínuo da ferramenta, bem como a proposta pedagógica e aspectos de usabilidade do ambiente virtual

Avaliação do Curso: Este tipo de avaliação verifica se o principal objetivo de um curso ou disciplina apoiada por um ambiente virtual está sendo atingido. Indica se as práticas deste curso refletem no campo profissional

Mesmo diante destes níveis de avaliação alguns problemas ainda podem ser encontrados como a pessoa que fará o teste é realmente este indivíduo ou se o discente teve acesso a prova, além deste mesmo aluno utilizar somente as ferramentas permitidas para avaliação. Diante destes possíveis problemas, as instituições que se utilizam de ambientes virtuais realiza avaliações presenciais, sendo assim a maturidade e a conscientização do aluno ser fatores relevantes no processo de avaliação em AVA’s.


Ambientes Virtuais de Aprendizagem, um poderoso componente de um Sistema de EaD

Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), conhecidos também como Learning Management Systems constituem de um conjunto de softwares responsáveis por controlar, promover e mediar o processo de ensino á distância.

Segundo McKimm, Jollie e Cantillon(2003), podemos considerar o termo AVA como um conjunto de ferramentas eletrônicas voltadas ao processo ensino-aprendizagem, onde os principais componentes incluem sistemas que podem organizar conteúdos, acompanhar atividades e, fornecer ao estudante suporte on-line e comunicação eletrônica.

O AVA sendo uma ferramenta que gerencia a aprendizagem ela possui um conjunto de características e funcionalidades que vão desde o controle de cursos, comunidades virtuais, materiais didáticos e módulos que contemplem a comunicação síncrona e assíncrona como chat e fóruns. Obviamente, esse tipo de aplicação funciona através do ambiente Web sendo possível interagir de qualquer lugar do planeta, desconsiderando o fator espaço e tempo do ensino presencial convencional.

Um AVA possui diversos objetivos, dentre os quais destacam-se:

  • Promover um espaço para aquisição e construção de conhecimento a partir dos sujeitos que participam do ambiente.
  • Possibilitar a quebra de paradigmas a partir da vivência dentro do ambiente de aprendizagem utilizando-se de novas experiências
  • Contribuir para a democratização do processo ensino-aprendizagem, oferecendo novas oportunidades e novos caminhos (LOPES, 2001)
Os ambientes virtuais em geral possuem as seguintes características:
  • Uma estrutura que permita interface limpa e interatividade, onde exista utilização estimulada por atividades propostas pelo professor
  • Participação ativa do aluno no processo ensino-aprendizagem, onde o mesmo é o centro das atenções e colabora com outros alunos para construção do conhecimento
  • São ferramentas que são mediadas via web, utilizando computadores que acessam a Internet.

Entrevista com Pierre Levy sobre EaD

Confiram esse vídeo com Pierre Levy, filósofo que estuda a área de interação e Internet falando um pouco sobre EaD



Neste trecho de vidéo Pierre Lévy discute as tecnologias no ambiente escolar e a formação dos professores para seu uso

EDUCAÇÃO E OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS

EDUCAÇÃO E OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS
Patrícia dos Santos Lima

Resumo
Este presente artigo aborda o surgimento e os avanços tecnológicos na área da educação, suas vantagens e desvantagens, perspectivas do estudante do futuro. A expansão desses meios vem viabilizando um novo olhar na área educacional, oportunidades de ensino para os grupos exclusos da sociedade (trabalhadores, deficientes e outros).  Com a Universidade Aberta (UAB), a Educação à Distância (EAD) ganha força e espaço; cursos de graduação, formação continuada dos profissionais da educação, pós- graduação e outros nessa modalidade de ensino no Brasil. Esse modelo educacional apesar de suas vantagens, ainda há preconceitos, falta de informação e formação da população, incentivos e investimentos das políticas públicas e também de alguns profissionais da educação que resistem aderir às inovações tecnológicas.


Palavras- chaves: Tecnologias, Educação a Distância, Políticas Públicas.
EDUCACIÓN Y AVANCES TECNOLÓGICOS
EDUCACIÓN Y AVANCES TECNOLÓGICOS
Resumen
Este artículo aborda el presente y emergentes avances tecnológicos en la educación, sus ventajas y desventajas, perspectivas de futuro del estudiante. La expansión de estos medios es que permite una nueva perspectiva en la educación, la enseñanza de oportunidades para grupos exclusivos de la sociedad (trabajadores, discapacitados y otros). Con la Universidad Abierta (UAB), Educación (EAD) gana fuerza y el espacio, cursos, formación continuada de los profesionales de la educación, los estudiantes de postgrado y otros en esta modalidad de la educación en Brasil. Este modelo educativo a pesar de sus ventajas, todavía hay prejuicios, la falta de información y formación de la población, y los incentivos de inversión de las políticas públicas y también a algunos profesionales de la educación que se adhieren a resistirse a las innovaciones tecnológicas
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Introdução

O surgimento das tecnologias da informação e comunicação (TIC), de forma exacerbada vem somando como aliado na área da educação presencial e EAD, apesar dos pilares dessa última modalidade, seus ideais acabam sendo distorcidos por preconceitos e também conceitos tentando separar e educação e tecnologia.
A Universidade Aberta (UAB) possibilitou a EAD no Brasil, colaborando por uma educação mais prazerosa, colaborativa e autônoma para esse público que em sua maioria são indivíduos adultos e trabalhadores, cursos de graduação de licenciatura, pós- graduação e formação continuada de profissionais da educação.    
Com a globalização, o mercado de trabalho torna-se mais exigente, os cursos presenciais passam a ser mais acelerados e com pouca qualidade, gerando desigualdades de oportunidades e qualificação; EAD surge para favorecer aos indivíduos que procuram por uma educação que atenda suas necessidades de horários de acordo com sua disponibilidade e autonomia.
Gradativamente a formação educacional foi passando por mudanças e ganha espaço com as inovações tecnológicas, embora, pouco explorada pelas políticas públicas, gerando a falta de oportunidades para os grupos sociais exclusos de um ensino de qualidade.
A efetivação desse modelo educacional é longo e exige uma ruptura do modelo tradicional; a EAD é um veículo de suma importância para gerar oportunidades igualitárias para os cidadãos e as gerações futuras.







1 - Educação à distância no Brasil

Desde o surgimento dos cursos de formação por correspondência em meados do século XIX, a EAD foi gradativamente ganhando espaço como instrumento de formação educacional.
Os telecursos no Brasil surgiu na década de 70 (telecurso 1º e 2º graus), iniciativa da Federação de Industriais do Estado de São Paulo, no intuito de atingir a formação de jovens e adultos, e também com objetivo de intervir na melhoria do ensino brasileiro. A fundação tira proveito da presença maciça de televisores em muitos lares, ganhando ibope e favorecendo as emissoras. Com base no sucesso do telecurso do 1º e 2º graus, surgiu o telecurso 2000.
Segundo Tedesco, (2004, p. 152)

“(...) outra particularidade do Brasil é que hoje a televisão está presente na maioria dos lares, inclusive entre a população de poucos recursos. Isso a tal ponto que segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), atualmente há mais aparelhos de televisão que refrigeradores. Em nosso contexto, isso significa refletir sobre como levar a termo necessária democratização da produção de conhecimento dos bens culturais e sociais e dos meios de comunicação”

Segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relacionada com a citação de Tedesco, um grande número da população possui televisores, contudo isso é possível utilizá-los e também para a expansão dos projetos educacionais.
A televisão é mais apreciada, traz lucro imediato e a longo prazo, por atrair a população com programações deslumbrantes, enriquecendo através de percentuais de audiência, se faz necessário que as políticas públicas repensem como atingir de maneira precisa, criativa e prazerosa, a formação dos cidadãos.    
A teleducação tomou impulso na década de 90 (1997), surge a TV Futura, com objetivo de contribuir para a formação educacional da população para possibilitar a construção de conhecimentos, foi dirigido a crianças, jovens, trabalhadores de nível técnico e pequenos empresários. O funcionamento do TV Futura conta com as empresas e instituições privadas, comprometidas em projetos educacionais, apesar de que, essa transmissão é feita através de miniparabólicas convencionais, a cobertura chega a 47 milhões de brasileiros.
A inovação tecnológica com a utilização da internet na educação abriu um novo leque para aprendizagem, pesquisa, possibilitou a abertura da EAD nos cursos de nível superior no Brasil e também com o surgimento da Universidade Aberta.

2 - Universidade Aberta (UAB)

A Educação Aberta no Brasil foi criada em meados de 2005, construída pelo ministro da educação em parceria com os Estados, Municípios e Universidades Públicas de ensino superior para oferta de cursos de graduação, pós- graduação, e extensão universitária.
A UAB favoreceu o número maior de estudantes, onde oportunizou o ingresso nas universidades públicas, derrubando alguns critérios que na maioria das vezes bloqueava essa entrada de qualquer indivíduo no meio acadêmico e diversos fatores burocráticos e também discriminatórios.  
As inovações tecnológicas também foi um aliado para a expansão da aprendizagem mais igualitária para todos; A democratização do ensino favoreceu os meios para educação à distância no país.
Segundo Niskier (1999, p. 355)   

“Na linha de democratização, é necessário a articulação entre os sistemas Federais, Estaduais, e municipais de ensino, no sentido de garantir a descentralização para maior eficácia... Para que isso funcione, é imprescindível incluir a metodologia da educação à distância”.
Segundo Niskier, a democratização do ensino só ocorrerá com sucesso, através da participação dos três sistemas de organização do ensino, a união dos três sistemas é um item imprescindível; a EAD é a modalidade de ensino que quebra as barreiras da educação restrita e desigual.
 A UAB proporcionou a democratização do ensino no Brasil. Parcela da população das camadas populares do nosso país ainda se encontra desprovidas desses direitos. Saltos foram dados para a mesma, porém, ainda há muito que investir, para que todos possam de forma igualitária, usufruir dessas vantagens tecnológicas como fonte de aprendizagem e sucesso profissional.

3- Vantagens e desvantagens das novas tecnologias no campo educacional

As novas tendências pedagógicas estão intimamente interligadas com os meios de comunicação e informação; o uso da televisão, vídeo, som, internet..., vêm invadido as salas de aula com muito sucesso, possibilitando uma aprendizagem mais eficaz.
Na educação superior, pós- graduação, formação continuada para professores, a EAD, foi um passaporte de oportunidades de crescimento profissional e acadêmico.
Atualmente a EAD, vem promovendo para milhares de brasileiros, oportunidades de ensino acadêmico, profissional, autônomo, criativo para um novo ritmo de vida, que vem sendo cobrado pelo mercado de trabalho aos cidadãos.
Segundo Niskier (1999, p. 19)

(...) Sem entrar no mérito da questão etimológica, sem dúvida a EAD pode ser apresentada como tem ocorrido em seminários internacionais, com tecnologia da esperança. Há uma expectativa positiva de que possa representar um reforço considerável á política de recursos humanos de nações interessadas no progresso e que possa representar um reforço considerável á política de recursos humanos que dependerão dessa tecnologia educacional para alcançar uma aprendizagem construtiva”

Segundo Niskier, a EAD pode ser conhecida como tecnologia da esperança, devido à abertura da informação através dos ambientes virtuais, e obter uma aprendizagem construtiva e de qualidade.
Além dos avanços tecnológicos anteriormente citados, podemos ainda apontar as oportunidades de aprendizagem de inclusão de pessoas com deficiência na Universidade Pública, presencial e à distância.
As desvantagens do uso desses meios (televisão, vídeos, internet, e outros) é a falta de incentivo e investimento das políticas públicas e também visão crítica, dos profissionais da educação, que na maioria das vezes recebem essas ferramentas mediadoras do conhecimento como um pacote pronto e acabado; as perspectivas das gerações futuras é usufruir dessas metodologias construtivistas, atrativas para a construção da aprendizagem e profissional.

 4- O Estudante do Futuro
Com o avanço da operacionalização dos meios tecnológicos, o estudante do futuro estará cada vez mais associados a essas ferramentas e, no entanto, será inevitável a utilização desses meios como mediadores do conhecimento.
As futuras gerações será cada vez mais autônoma na sua formação educacional e acadêmica. A EAD será um meio de utilização e formação desses estudantes, porém como já foi citado anteriormente, para que de fato as gerações atinjam suas perspectivas, se faz necessário, formação para professores, acompanhamento dos avanços tecnológicos dentro da educação, investimento mais eficaz das políticas públicas. 
Segundo Belloni (1999, p. 103)
(...) alguns caminhos são possíveis para operacionalização de um processo educativo e efetivamente centrado no estudante, considerando como um ser protegido e, embora eles sejam concebidos para a EAD, são válidos também para o ensino convencional.

Segundo Belloni, as possibilidades da operacionalização das tecnologias na educação, no ensino convencional e à distância é que eles, sejam explorados como aliados, para uma educação de qualidade.

5- Considerações Finais

Conclui-se que o surgimento de cada ferramenta tecnológica vem contribuindo gradativamente para a formação de discentes e docentes.
Apesar da falta de incentivo e investimentos no campo educação, a modalidade á distância no país, vem aumentando o número de oportunidades para o ensino superior, pós- graduação, formação continuada, nesses últimos anos, porém ainda não atingiu todas as classes sociais da sociedade.
È necessário mudanças urgentes nas escolas públicas do nosso país, para então, acompanhar os avanços tecnológicos e suas contribuições na educação e democratização do ensino para todos e de forma igualitária.

Referências

BELLONI, Maria Luiza. Educação à Distância. Campinas, São Paulo. Coleção educação Contemporânea, 1999.
NISKIER, Arnaldo. Educação à Distância. A Tecnologia da esperança. São Paulo, Edições Loyola, 1999.
TEDESCO, Juan ( org). Educação e novas tecnologias: esperança ou incertezas? São Paulo. Câmara brasileira do livro, 2004.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sejam Bem Vindos

Estou iniciando no mundo dos blogs. Espero que todos gostem, pois falaremos muito sobre educação neste espaço. Aguardem!