EDUCAÇÃO E OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS
Patrícia dos Santos Lima
Resumo
Este presente artigo aborda o surgimento e os avanços tecnológicos na área da educação, suas vantagens e desvantagens, perspectivas do estudante do futuro. A expansão desses meios vem viabilizando um novo olhar na área educacional, oportunidades de ensino para os grupos exclusos da sociedade (trabalhadores, deficientes e outros). Com a Universidade Aberta (UAB), a Educação à Distância (EAD) ganha força e espaço; cursos de graduação, formação continuada dos profissionais da educação, pós- graduação e outros nessa modalidade de ensino no Brasil. Esse modelo educacional apesar de suas vantagens, ainda há preconceitos, falta de informação e formação da população, incentivos e investimentos das políticas públicas e também de alguns profissionais da educação que resistem aderir às inovações tecnológicas.
Palavras- chaves: Tecnologias, Educação a Distância, Políticas Públicas.
EDUCACIÓN Y AVANCES TECNOLÓGICOS
Resumen
Este artículo aborda el presente y emergentes avances tecnológicos en la educación, sus ventajas y desventajas, perspectivas de futuro del estudiante. La expansión de estos medios es que permite una nueva perspectiva en la educación, la enseñanza de oportunidades para grupos exclusivos de la sociedad (trabajadores, discapacitados y otros). Con la Universidad Abierta (UAB), Educación (EAD) gana fuerza y el espacio, cursos, formación continuada de los profesionales de la educación, los estudiantes de postgrado y otros en esta modalidad de la educación en Brasil. Este modelo educativo a pesar de sus ventajas, todavía hay prejuicios, la falta de información y formación de la población, y los incentivos de inversión de las políticas públicas y también a algunos profesionales de la educación que se adhieren a resistirse a las innovaciones tecnológicas
Introdução
O surgimento das tecnologias da informação e comunicação (TIC), de forma exacerbada vem somando como aliado na área da educação presencial e EAD, apesar dos pilares dessa última modalidade, seus ideais acabam sendo distorcidos por preconceitos e também conceitos tentando separar e educação e tecnologia.
A Universidade Aberta (UAB) possibilitou a EAD no Brasil, colaborando por uma educação mais prazerosa, colaborativa e autônoma para esse público que em sua maioria são indivíduos adultos e trabalhadores, cursos de graduação de licenciatura, pós- graduação e formação continuada de profissionais da educação.
Com a globalização, o mercado de trabalho torna-se mais exigente, os cursos presenciais passam a ser mais acelerados e com pouca qualidade, gerando desigualdades de oportunidades e qualificação; EAD surge para favorecer aos indivíduos que procuram por uma educação que atenda suas necessidades de horários de acordo com sua disponibilidade e autonomia.
Gradativamente a formação educacional foi passando por mudanças e ganha espaço com as inovações tecnológicas, embora, pouco explorada pelas políticas públicas, gerando a falta de oportunidades para os grupos sociais exclusos de um ensino de qualidade.
A efetivação desse modelo educacional é longo e exige uma ruptura do modelo tradicional; a EAD é um veículo de suma importância para gerar oportunidades igualitárias para os cidadãos e as gerações futuras.
1 - Educação à distância no Brasil
Desde o surgimento dos cursos de formação por correspondência em meados do século XIX, a EAD foi gradativamente ganhando espaço como instrumento de formação educacional.
Os telecursos no Brasil surgiu na década de 70 (telecurso 1º e 2º graus), iniciativa da Federação de Industriais do Estado de São Paulo, no intuito de atingir a formação de jovens e adultos, e também com objetivo de intervir na melhoria do ensino brasileiro. A fundação tira proveito da presença maciça de televisores em muitos lares, ganhando ibope e favorecendo as emissoras. Com base no sucesso do telecurso do 1º e 2º graus, surgiu o telecurso 2000.
Segundo Tedesco, (2004, p. 152)
“(...) outra particularidade do Brasil é que hoje a televisão está presente na maioria dos lares, inclusive entre a população de poucos recursos. Isso a tal ponto que segundo um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), atualmente há mais aparelhos de televisão que refrigeradores. Em nosso contexto, isso significa refletir sobre como levar a termo necessária democratização da produção de conhecimento dos bens culturais e sociais e dos meios de comunicação”
Segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relacionada com a citação de Tedesco, um grande número da população possui televisores, contudo isso é possível utilizá-los e também para a expansão dos projetos educacionais.
A televisão é mais apreciada, traz lucro imediato e a longo prazo, por atrair a população com programações deslumbrantes, enriquecendo através de percentuais de audiência, se faz necessário que as políticas públicas repensem como atingir de maneira precisa, criativa e prazerosa, a formação dos cidadãos.
A teleducação tomou impulso na década de 90 (1997), surge a TV Futura, com objetivo de contribuir para a formação educacional da população para possibilitar a construção de conhecimentos, foi dirigido a crianças, jovens, trabalhadores de nível técnico e pequenos empresários. O funcionamento do TV Futura conta com as empresas e instituições privadas, comprometidas em projetos educacionais, apesar de que, essa transmissão é feita através de miniparabólicas convencionais, a cobertura chega a 47 milhões de brasileiros.
A inovação tecnológica com a utilização da internet na educação abriu um novo leque para aprendizagem, pesquisa, possibilitou a abertura da EAD nos cursos de nível superior no Brasil e também com o surgimento da Universidade Aberta.
2 - Universidade Aberta (UAB)
A Educação Aberta no Brasil foi criada em meados de 2005, construída pelo ministro da educação em parceria com os Estados, Municípios e Universidades Públicas de ensino superior para oferta de cursos de graduação, pós- graduação, e extensão universitária.
A UAB favoreceu o número maior de estudantes, onde oportunizou o ingresso nas universidades públicas, derrubando alguns critérios que na maioria das vezes bloqueava essa entrada de qualquer indivíduo no meio acadêmico e diversos fatores burocráticos e também discriminatórios.
As inovações tecnológicas também foi um aliado para a expansão da aprendizagem mais igualitária para todos; A democratização do ensino favoreceu os meios para educação à distância no país.
Segundo Niskier (1999, p. 355)
“Na linha de democratização, é necessário a articulação entre os sistemas Federais, Estaduais, e municipais de ensino, no sentido de garantir a descentralização para maior eficácia... Para que isso funcione, é imprescindível incluir a metodologia da educação à distância”.
Segundo Niskier, a democratização do ensino só ocorrerá com sucesso, através da participação dos três sistemas de organização do ensino, a união dos três sistemas é um item imprescindível; a EAD é a modalidade de ensino que quebra as barreiras da educação restrita e desigual.
A UAB proporcionou a democratização do ensino no Brasil. Parcela da população das camadas populares do nosso país ainda se encontra desprovidas desses direitos. Saltos foram dados para a mesma, porém, ainda há muito que investir, para que todos possam de forma igualitária, usufruir dessas vantagens tecnológicas como fonte de aprendizagem e sucesso profissional.
3- Vantagens e desvantagens das novas tecnologias no campo educacional
As novas tendências pedagógicas estão intimamente interligadas com os meios de comunicação e informação; o uso da televisão, vídeo, som, internet..., vêm invadido as salas de aula com muito sucesso, possibilitando uma aprendizagem mais eficaz.
Na educação superior, pós- graduação, formação continuada para professores, a EAD, foi um passaporte de oportunidades de crescimento profissional e acadêmico.
Atualmente a EAD, vem promovendo para milhares de brasileiros, oportunidades de ensino acadêmico, profissional, autônomo, criativo para um novo ritmo de vida, que vem sendo cobrado pelo mercado de trabalho aos cidadãos.
Segundo Niskier (1999, p. 19)
(...) Sem entrar no mérito da questão etimológica, sem dúvida a EAD pode ser apresentada como tem ocorrido em seminários internacionais, com tecnologia da esperança. Há uma expectativa positiva de que possa representar um reforço considerável á política de recursos humanos de nações interessadas no progresso e que possa representar um reforço considerável á política de recursos humanos que dependerão dessa tecnologia educacional para alcançar uma aprendizagem construtiva”
Segundo Niskier, a EAD pode ser conhecida como tecnologia da esperança, devido à abertura da informação através dos ambientes virtuais, e obter uma aprendizagem construtiva e de qualidade.
Além dos avanços tecnológicos anteriormente citados, podemos ainda apontar as oportunidades de aprendizagem de inclusão de pessoas com deficiência na Universidade Pública, presencial e à distância.
As desvantagens do uso desses meios (televisão, vídeos, internet, e outros) é a falta de incentivo e investimento das políticas públicas e também visão crítica, dos profissionais da educação, que na maioria das vezes recebem essas ferramentas mediadoras do conhecimento como um pacote pronto e acabado; as perspectivas das gerações futuras é usufruir dessas metodologias construtivistas, atrativas para a construção da aprendizagem e profissional.
4- O Estudante do Futuro
Com o avanço da operacionalização dos meios tecnológicos, o estudante do futuro estará cada vez mais associados a essas ferramentas e, no entanto, será inevitável a utilização desses meios como mediadores do conhecimento.
As futuras gerações será cada vez mais autônoma na sua formação educacional e acadêmica. A EAD será um meio de utilização e formação desses estudantes, porém como já foi citado anteriormente, para que de fato as gerações atinjam suas perspectivas, se faz necessário, formação para professores, acompanhamento dos avanços tecnológicos dentro da educação, investimento mais eficaz das políticas públicas.
Segundo Belloni (1999, p. 103)
(...) alguns caminhos são possíveis para operacionalização de um processo educativo e efetivamente centrado no estudante, considerando como um ser protegido e, embora eles sejam concebidos para a EAD, são válidos também para o ensino convencional.
Segundo Belloni, as possibilidades da operacionalização das tecnologias na educação, no ensino convencional e à distância é que eles, sejam explorados como aliados, para uma educação de qualidade.
5- Considerações Finais
Conclui-se que o surgimento de cada ferramenta tecnológica vem contribuindo gradativamente para a formação de discentes e docentes.
Apesar da falta de incentivo e investimentos no campo educação, a modalidade á distância no país, vem aumentando o número de oportunidades para o ensino superior, pós- graduação, formação continuada, nesses últimos anos, porém ainda não atingiu todas as classes sociais da sociedade.
È necessário mudanças urgentes nas escolas públicas do nosso país, para então, acompanhar os avanços tecnológicos e suas contribuições na educação e democratização do ensino para todos e de forma igualitária.
Referências
BELLONI, Maria Luiza. Educação à Distância. Campinas, São Paulo. Coleção educação Contemporânea, 1999.
NISKIER, Arnaldo. Educação à Distância. A Tecnologia da esperança. São Paulo, Edições Loyola, 1999.
TEDESCO, Juan ( org). Educação e novas tecnologias: esperança ou incertezas? São Paulo. Câmara brasileira do livro, 2004.
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